Casa invadida pela polícia: advogada alvo de prisão, Jennifer Nayara é suspeita de ser 'garota de recado' para traficantes
Prisão faz parte de operação deflagrada em 2022, quando 16 advogados foram presos. Investigação chegou agora a Jennifer Nayara porque surgiram novos dados no processo.
Por Gilmara Roberto, g1 Goiás
Jennifer Nayara é suspeita de ser "garota de recado" para traficantes
A operação policial que acabou em invasão de uma casa por engano prendeu a advogada Jennifer Nayara Caetano de Souza por suspeita de associação com organizações criminosas. Novos dados da operação Veritas, iniciada em 2022, apontam que ela agia como “garota de recados para traficantes”.
“Nessa operação, alguns colegas advogados foram investigados e processados por supostamente adentrarem determinada unidade prisional para levar e trazer recados supostamente criminosos”, informou à TV Anhanguera o advogado de defesa de Jennifer, Jean Fillipe Alves.
Jennifer Nayara foi presa na última quinta-feira (11), em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Em audiência de custódia realizada no dia seguinte, sexta-feira (12), a Justiça optou pela prisão preventiva da advogada, mantendo-a presa.
Veritas
Deflagrada em 2022, a operação Veritas prendeu 16 advogados suspeitos de visitar vários presídios de Goiás, levando e trazendo informações e recados para chefes do tráfico de drogas.
Thiago Martimiano, delegado responsável pela operação de dois anos atrás, informou à época que a investigação apontou que havia envio de informações, inclusive, para criminosos da favela do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro (RJ).
"Eles levavam informações sobre o tráfico de drogas, movimentação financeira, o que tinha que fazer. Eles eram os braços dos criminosos aqui fora. Então eles levavam informações de fora para dentro do presídio e vice-versa", explicou o delegado.
Dentro do esquema, advogados (muitos em início de carreira) recebiam entre R$ 5 mil e R$20 mil por mês para realizar a movimentação de informações.
No presídio de Planaltina de Goiás, um preso chegou a receber 600 visitas de advogados durante um ano. "A gente sabe que essa média não é comum. Presos não precisam ser atualizados de processos com tanta frequência. Eles não prestavam serviços jurídicos. Tinha advogado que até carregava drogas e armas para os presos fora do presídio", detalhou Martimiano.
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